A ordem é reciclar tudo

Todos nós já estamos cansados de saber o que fazer com materiais como papel, plástico, vidro e alumínio. Porém, o que fazer com aqueles componentes tóxicos que também são prejudiciais ao meio ambiente.

O governo brasileiro discute há anos qual procedimento se tomar com determinados lixos como, por exemplo: Aparelhos eletrônicos, pilhas e baterias, óleos de cozinha e lâmpadas fluorescentes, mas enquanto a solução oficial não chega, nós podemos e devemos nos conscientizar e tomar algumas precauções com estes lixos tóxicos.

Computadores:
Os aparelhos eletrônicos podem entupir lixões e aterros. Os computadores geram 50 milhões de toneladas de lixo por ano, mais ou menos dois milhões de PC’s amontoados, que podem conter metais pesados, como mercúrio, cádmio, chumbo e cromo e contaminar o solo e a água.

Se seu computador não funciona mais como antigamente faça um upgrade. Se for mesmo trocá-lo, doe para escolas, ONG’s, bazares beneficentes ou encaminhe-o para instituições de reciclagem. Lá, o equipamento é desmontado e as peças reutilizadas. Cuidado também com as geladeiras pois elas possuem um gás que agrava o efeito estufa. Portanto, mesmo que você for reutiliza-la, leve-a para um conserto onde retiram e dão novo uso à substância.

Pilhas:
Desde 2000 o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) exige que as pilhas fabricadas no Brasil ou importadas tenham uma quantidade máxima de metais que não agridam a natureza. Porém, tome cuidado pois uma boa parte das pilhas que circulam no Brasil são piratas, mas há como reconhece-las: As originais possuem informações de uso em português, símbolo orientando o descarte e a data de validade, o que não acontece nas contrabandeadas que duram menos, vazam com mais facilidade e não podem ser recicladas. O Banco Real – ABN Anro Bank é um dos postos de coleta de pilhas presentes em Santos.

Baterias:
As baterias de celular e laptops devem ser entregues aos fabricantes (que são obrigados a recebe-las) através do ponto de venda ou assistência técnica. Quando for trocar a bateria do carro deixe a antiga na oficina. Não doe ou comercialize as peças em ferro velho, pois elas não podem ter os destinos adequados.

Óleo de cozinha:
Cada litro de óleo de cozinha jogado no ralo da pia é capaz de poluir 1 milhão de litros de água (equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos), o que encarece e prejudica o funcionamento nas estações de tratamento de água. O acúmulo de gordura nos canos pode causar entupimento, refluxo de esgoto e até rompimento nas redes de coleta. E os produtos químicos usados para desentupir os canos são tóxicos. Além do mais, ao alcançar os rios, o óleo cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e a circulação de oxigênio. Prejudicando a vida dali. Se atirado no lixo, pode impermeabilizar o solo, lá nos lixões, dificultando a absorção de água da chuva e dando sopa para as enchentes. Sua decomposição ainda gera metano, que é um gás com poderoso potencial de aquecer o planeta.

Postos de coleta em supermercados como o Grupo Pão de Açúcar passaram a aceitar o óleo de cozinha, que vira ingrediente para o Biodiesel. Outra opção é enviar o óleo para instituições que o reaproveitam para fazer sabão, caso da Ação Triângulo, no ABC Paulista.

Onde doar em Santos e São Vicente:
Para doar em Santos, basta colocar o óleo em garrafa pet e levá-lo até o Núcleo Bandeirantes, que recebe doações às 5ª ou sábados, das 15h às 17h. O endereço é Rua Jurubatuba, 157, próximo ao Complexo Esportivo Rebouças. Para quem está em São Vicente, o posto de coleta fica em um estacionamento do Centro, na Rua Martim Afonso, 214. O horário para entrega é de 2ª a sábado, das 7h às 22h.

Lâmpadas Fluorescentes ou frias:
Quando se queimam, liberam vapor de mercúrio, inalado por quem estiver por perto. Infelizmente no Brasil, apenas na cidade de Americana (SP), Curitiba (PR) e Niterói (RJ), possuem programas de reciclagem desses lixos tóxicos. Porém, se você não morar nessas cidades, tente enviar as lâmpadas para a Tramppo Recicla Lâmpadas, de São Paulo, que aceita pequenas quantidades, mas o serviço é pago e custa de R$0,60 a R$0,90 centavos por lâmpada. Se não tiver outro jeito, coloque a lâmpada na embalagem original ou em uma caixa de papelão e descarte no lixo comum.

 

Texto original
Por Priscilla Santos
Revista Vida Simples - 10/2007


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