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Superproteção Infantil


Adaptação do texto de Rosemeire Zago 2017Image result for fotos de crianças superprotegidas pelos pais

superproteção infantil é uma forma exagerada de cuidados e proteção em situações vistas como “perigosas” pelos pais, que desejam sempre estar por perto, de modo a evitar qualquer sofrimento ou decepção do filho. Há uma necessidade quase obsessiva de ter cada aspecto da vida da criança sob controle. Esperam ainda, que o comportamento do seu filho seja perfeito (perfeito na visão dos pais) e, com isso, exercem controle excessivo sobre ele. Alguns pais tomam todas as decisões, escolhem suas atividades, seus companheiros, suas roupas, em idade que a criança poderia ter suas próprias escolhas. E sempre com o pretexto: “é para o seu próprio bem”.

Para os pais superprotetores, alguns espirros são suficientes para cobrir a criança com medicamentos, dos quais já possuem uma lista pronta. Restringem a liberdade da criança, não a deixam sair de casa, porque pode sujar a roupa nova, não pode brincar, não pode correr, não pode ir à casa de outras crianças. Ou seja, a criança não pode fazer nada, não pode ser criança.

Pais superprotetores podem ser tão prejudiciais para a formação emocional de seus filhos, quanto os pais negligentes. Há um limite entre a preocupação aceitável e a excessiva. Pais que adotam para si e para seus filhos esse tipo de estratégia ignoram uma peça-chave do desenvolvimento humano: a autonomia.

A tentativa de superproteger o filho não é garantia de que está sendo oferecido o melhor para ele. Ao contrário, a criança superprotegida, na maioria das vezes, se torna dependente e passiva, socialmente tímida e emocionalmente imatura.

Crianças de zero a seis anos superprotegidas tendem a apresentar timidez e tornarem-se egoístas. De sete até a adolescência, podem surgir agressividade e dificuldade em demonstrar sentimentos. Após dezoito anos em diante, muita insegurança, egoísmo e dificuldade de relacionamento.

A superproteção passa a mensagem de que a criança não é capaz de resolver as coisas por si mesma e que dependerá sempre Image result for fotos de crianças superprotegidas pelos paisdos pais para dar suporte e auxílio. Sendo assim, como poderá uma criança crescer e chegar a vida adulta, acreditando em si mesma? Nenhum comportamento que gera dependência poderá produzir confiança.

É como se os pais dissessem constantemente aos filhos que eles são incapazes. A superproteção pode ser causa de um falso sentimento de culpa, porém essa aparente ajuda aos filhos é muito danosa para eles, porque transmite a mensagem de que são incapazes e irresponsáveis, fazendo com que estes, inconsciente, e incessantemente, desejem provar o quanto são capazes.

Mas nem sempre a superproteção dos pais é uma demonstração de falta de amor legítimo, mas o fato de “sufocar” a criança na ânsia de demonstrar o amor que sentem por ela, pode causar as mesmas consequências que o abandono. Pais superprotetores, na ânsia de proteger a criança, fazem tudo por ela, que crescem com a sensação que são incapazes e com muita dificuldade em enfrentar o mundo e as frustrações que a vida apresenta. Com isso, também abandonam sua verdadeira essência na intenção de agradar a esses pais.Image result for fotos de crianças superprotegidas pelos pais

Superproteger é impedir a criança de experimentar realizações. É dizer, numa linguagem não verbal: “não confio em sua capacidade”. É atestar sua incompetência. A presença dos pais para satisfazer o filho em seus mínimos desejos, torna a criança despreparada para o cotidiano da vida.

Do momento em que um bebê nasce até a hora em que ele entra na faculdade ou sai de casa, a questão central de sua existência é conquistar independência. Tirar isso de um filho pode ser uma viagem sem volta. Muitos se tornam adolescentes rebeldes além do aceitável, um atalho para que se tornem adultos muito frustrados. E pais desesperados!

A superproteção deve começar com uma análise do comportamento dos pais. Superprotegem por que? O que sentem se assim não o fizerem? Pais superprotetores excedem os cuidados por não acreditarem na própria capacidade que têm de educar. Temem que seus filhos deixem de amá-los, esforçam-se para não fracassar em sua educação e têm pavor de ser julgados por parentes e amigos.

  • Perfil dos pais superprotetores:
    – amorosos e bem intencionados;
    – controladores;
    – excessivamente preocupados;
    – cuidado e proteção exagerada;
    – inseguros e ansiosos;
    – exigentes;
    – mães que se culpam por trabalhar e buscam compensar a falta de tempo com excesso de zelo;
    – temem que seus filhos deixem de amá-los, e se esforçam para não fracassar em sua educação e têm pavor de serem julgados por parentes e amigos;
    – percebem seus filhos como eternas crianças, que nunca crescem, e são eternamente ingênuos;
    – por medo de que o filho sofra qualquer violência faz com o que o monitoramento seja demasiado;
    – ficam de plantão o tempo todo para que nenhuma ameaça se aproxime daquele ser “indefeso”;
    – tendem a se antecipar e evitar o perigo ou que passe por dificuldades e frustrações;
    – sempre atentos para resolver qualquer problema do filho.
  • Consequências da superproteção infantil na vida adulta:
    – baixa autoestima;
    – dependência emocional;
    – insegurança;
    – imatura emocionalmente;
    – baixa empatia;
    – baixa tolerância à frustração;
    – passividade;
    – hipervigilância, dores musculares, em função da tensão intensa;
    – dificuldade em tomar decisões e fazer escolhas por si mesmo;
    – culpa frequente, porque acredita estar sempre errado;
    – teimosia;
    – medo intenso de estar exposto, de errar, com o primeiro obstáculo desiste do que deseja;
    – demora mais tempo para sair de casa, começar a trabalhar e formar uma família;
    – falta de iniciativa, autonomia;
    – timidez, isolamento, dificuldade de se relacionar com estranhos e fazer novos amigos;
    – ansiedade intensa em todas as situações em que há necessidade de se expor;
    – relação complicada com os pais, podendo sentir raiva, culpando-os pela frustração que sente ao se sentir incapaz de fazer qualquer coisa sozinho. Um filho excessivamente controlado por seus pais pode, em algum momento, revoltar-se contra eles;
    – pode se mostrar egoísta, individualista;
    – predomínio de pensamentos negativos;
    – tendência a desenvolver alergias, asma;
    – depressão.

Fonte: www.rosemeirezago.com.br

 

 

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